28/05/2010 14:26:58
Na esquina da praça do convívio, entre bancas de frutas e verduras, uma loja de cereais...
Na esquina da praça do convívio, entre bancas de frutas e verduras, uma loja de cereais chama a atenção. Com ar nostálgico, a banca do Osvaldo parece transpor para dentro do Mercado Municipal o pequeno pedaço de um antigo armazém de interior.
Os grãos, castanhas, ervas e vários outros cereais ficam dispostos em sacarias e são vendidos a granel. Vassouras e rodos ficam penduradas ao lado de sacos de algodão. Por trás da apresentação impecável, está a história viva do Mercado Municipal de Curitiba, agregada à simpatia e dedicação de um dos mais antigos permissionários, Osvaldo Cardoso Vieira.
Aos 84 anos, Osvaldo não perdeu o pique. Acorda todos os dias às 6h30 e chega ao trabalho às 7h30 para deixar em ordem os produtos que comercializa. São 52 anos na mesma rotina, com intervalos de mais ou menos trabalho. Osvaldo está no Mercado desde o primeiro dia de funcionamento no atual endereço.
Quem observa o movimento de hoje no Mercado Municipal não imagina como a batalha foi dura, e só os mais preparados e persistentes resistiram. “No começo a dificuldade era muito grande. Poucas casas no bairro, poucos clientes, e eu quase desisti”, conta Osvaldo.
Ele começou com uma pequena banca de hortifrutigranjeiros, e aos poucos foi introduzindo cereais que são carro-chefe da banca. A produção de pequenos agricultores da região metropolitana tem espaço garantido na banca do seu Osvaldo.
Milho, pipoca, e alguns tipos de feijão, chegam direto das propriedades para a banca. Mas, Osvaldo alerta que para entrar na sua banca o produto precisa ter qualidade. “São escolhidos a dedo, igual feijão que vai pra panela. Quem manda aqui são os consumidores”, diz.