Festa Portuguesa
24/03/2010
Bacalhau, azeitonas e vinho verde
A Páscoa é uma festa portuguesa, com certeza. Do tradicional bacalhau, peixe incorporado à culinária brasileira por meio do povo luzitano, os acompanhamentos para preparo e degustação do bacalhau seguem a mesma origem: azeitona portuguesa, azeite de oliva português e o velho vinho verde.
Tanto bacalhau como os complementos são facilmente encontrados nas mercearias do Mercado Municipal. Na quaresma, a procura por bacalhau cresce até 50% nas mercearias do Mercado Municipal. Além do bacalhau Cod, de sabor suave e carne delicada, podem ser encontradas postas de bacalhau Ling, Saithe ou Zarbo, mais fibrosas e de sabor mais acentuado.
Cuidados – Na hora da compra é bom tomar alguns cuidados para levar o peixe legítimo. O verdadeiro bacalhau é sempre largo, com o rabo reto ou curvado para dentro, e a pele característica não é branca, mas sim um tom creme. O bom bacalhau permite remover a pele com facilidade. A pele é sem manchas.
O consumo ganhou força na Idade Média, quando o calendário religioso cristão impôs o jejum e proibiu o consumo de carne. O alto grau de religiosidade contribuiu para Portugal liderar o consumo do bacalhau, mesmo depois de a Igreja ter afrouxado o rigor.
Os portugueses foram os primeiros a descobrir o bacalhau, no século 15, perto do Pólo Norte. Trouxeram o bacalhau ao Brasil na época do descobrimento, mas foi no século 19 que o consumo se disseminou no país.
Saudável - O bacalhau é rico em fósforo, sais minerais, vitaminas e proteínas, tem baixo teor de gordura e colesterol, e é processado sem qualquer aditivo químico. Também não contém qualquer índice de açúcar. É recomendado em vários casos de dietas, exceto para pessoas com pressão alta, por causa do sal.
Seco, salgado ou defumado, o bacalhau pode ser conservado durante muito tempo. Para tirar o sal é preciso deixar de molho na água no mínimo 24 horas. Postas mais grossas exigem 48 horas.